Escapar algumas gotas de urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou fazer exercício. Sentir uma vontade tão súbita de urinar que não dá tempo de chegar ao banheiro. Passar a escolher lugares pela proximidade do toalete, reduzir a água antes de sair ou usar absorvente diariamente “por segurança”.

Essas situações são frequentes entre mulheres, mas frequente não significa normal. A incontinência urinária tem diferentes causas e, na maioria das vezes, existem possibilidades de tratamento.

Nem toda perda de urina é igual

Incontinência urinária de esforço: a perda aparece quando aumenta a pressão abdominal, como ao tossir, espirrar, rir, saltar, correr ou carregar peso.

Incontinência urinária de urgência: ocorre associada a uma vontade súbita e difícil de adiar. Pode fazer parte da síndrome da bexiga hiperativa.

Incontinência urinária mista: reúne características de esforço e urgência. Saber qual componente predomina ajuda a direcionar o cuidado.

Por que isso pode aparecer ou piorar?

Gestação e parto, envelhecimento, alterações do assoalho pélvico, excesso de peso, constipação, tosse crônica e algumas doenças ou medicamentos podem contribuir. No climatério e na menopausa, mudanças dos tecidos geniturinários também podem coexistir com sintomas urinários.

Quando a incontinência começa a limitar a vida

Algumas mulheres deixam de caminhar, correr, viajar ou praticar exercícios. Outras diminuem a ingestão de água, evitam relações sexuais ou passam a usar protetores e absorventes continuamente. Além do impacto emocional e social, a umidade constante pode favorecer irritação da pele e desconforto vulvar.

O diagnóstico vem antes do tratamento

A avaliação considera quando a perda acontece, frequência, volume aproximado, urgência, hábitos urinários e intestinais, ingestão de líquidos, medicamentos, histórico obstétrico e sintomas do climatério. Exame ginecológico e avaliação do assoalho pélvico podem ser importantes, e exames complementares são indicados conforme cada caso.

Existe tratamento?

Sim. Dependendo do tipo e da intensidade, podem fazer parte do plano mudanças comportamentais, treinamento vesical, fisioterapia e treinamento dos músculos do assoalho pélvico, manejo de fatores associados, medicamentos e, em situações selecionadas, procedimentos ou cirurgia.

Alguns cuidados que a mulher pode começar antes do atendimento médico são reduzir a ingesta agentes irritantes da bexiga como cafeína, álcool, condimentos como pimenta, excesso de frutas cítricas; tentar urinar a cada 2 horas; evitar ingesta de líquidos após às 19h (diminui as chances de acordar para urinar), por exemplo.

CTA: Se você mudou sua rotina por medo de perder urina, vale investigar. O tratamento começa entendendo qual é o seu tipo de incontinência e como ele interfere na sua vida.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.


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