“Com que idade devo começar a mamografia?” parece uma pergunta simples, mas a resposta depende de uma distinção importante: rastreamento de mulheres sem sintomas não é a mesma coisa que investigação de uma alteração na mama.

Qual é a recomendação atual no SUS?

Desde setembro de 2025, o Ministério da Saúde orienta o rastreamento mamográfico populacional para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. O que vai contra a Sociedade Brasileira de Mastologia, que indica o rastreio ANUAL a partir dos 40 anos. Essas recomendações se referem a mulheres assintomáticas e à estratégia populacional do SUS.

Mulheres fora dessa faixa podem precisar de uma decisão individualizada, considerando benefícios, possíveis riscos e características pessoais.

E se eu perceber um nódulo ou outra alteração?

Nesse caso não estamos falando simplesmente de rastreamento. Nódulo persistente, retração ou alteração recente da pele ou do mamilo, secreção sanguinolenta ou mudança suspeita da mama devem ser avaliados clinicamente, independentemente da idade ou da data da última mamografia.

Quais fatores aumentam o risco?

O câncer de mama é multifatorial. A idade é um dos fatores mais importantes. História familiar e determinadas alterações genéticas podem aumentar o risco, assim como fatores relacionados à história reprodutiva e hormonal. Excesso de peso após a menopausa, consumo de álcool e inatividade física também estão entre fatores relevantes.

Ter um fator de risco não significa que uma mulher desenvolverá câncer. Da mesma forma, não ter história familiar não elimina o risco.

Quando o rastreamento precisa ser personalizado?

História pessoal de câncer de mama ou determinadas lesões mamárias, forte história familiar, mutações genéticas conhecidas e algumas exposições anteriores podem modificar a estratégia de acompanhamento. Nesses cenários, idade de início, frequência e modalidade de imagem podem ser diferentes da estratégia populacional.

Mamografia tem benefícios e também limitações

O rastreamento busca detectar tumores antes do aparecimento de sintomas e pode reduzir mortalidade na população-alvo. Entretanto, também pode gerar resultados falso-positivos, investigação adicional e diagnóstico de tumores que talvez não causassem dano durante a vida. Por isso, recomendações procuram equilibrar benefícios e riscos.

Prevenção também acontece fora da sala de exames

Atividade física, peso corporal adequado e evitar bebidas alcoólicas estão entre medidas associadas à redução do risco. Conhecer suas mamas também ajuda a perceber mudanças novas e procurar avaliação sem esperar pelo próximo exame de rotina.

CTA: Seu rastreamento deve considerar idade, sintomas e risco individual. Na consulta ginecológica, podemos revisar sua história e organizar uma estratégia de prevenção e acompanhamento adequada a você.

Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.


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