A terapia hormonal é uma das opções mais eficazes para sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos, e também pode ser utilizada em situações específicas relacionadas à síndrome geniturinária da menopausa.
Mas “reposição hormonal” não é um tratamento único. Tipo de hormônio, dose, via de administração, necessidade de progesterona, momento de início e duração precisam ser avaliados individualmente.
Quem pode se beneficiar?
De forma geral, a relação entre benefícios e riscos tende a ser mais favorável em mulheres saudáveis, sintomáticas, com menos de 60 anos ou dentro dos primeiros anos após o início da menopausa. Isso não é uma regra automática: histórico pessoal, fatores de risco e objetivos de tratamento precisam ser considerados.
Por que a via e a dose importam?
Os riscos e benefícios podem variar conforme o tipo de hormônio, a dose e a forma de administração. Em algumas situações, por exemplo, vias transdérmicas podem ser consideradas por apresentarem perfil diferente em relação a determinados riscos vasculares.
Terapia hormonal não é apenas “passar hormônio”
Uma boa decisão inclui entender quais sintomas estão presentes, avaliar contraindicações, revisar saúde cardiovascular, óssea, mamária, metabólica e ginecológica, além de acompanhar a resposta ao longo do tempo.
A indicação deve ser construída em conjunto com a paciente, com reavaliações periódicas e ajustes conforme sintomas, objetivos e mudanças no perfil de saúde.
O tratamento mais moderno não é o mais forte nem o mais complexo. É o que faz sentido para aquela mulher, naquele momento.
Fontes: The Menopause Society — 2022 Hormone Therapy Position Statement; ACOG — Menopause. Conteúdo educativo, não substitui avaliação médica individualizada.

Deixe um comentário